sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Fernando pessoa...
Se eu gostasse de mulher, eu queria a Cléo Pires para mim.
Gosto do trabalho da moça, além de também admirar a sua beleza.
Sempre que vejo entrevistas da moça me encanta o jeito dela ser... parece aquele tipo de mulher que é decidida, se quer quer, se não quer... Acho que gosto disso porque é assim que eu queria ser.
A moça com certeza não é nenhum exemplo de virtude, deve ter suas falhas como todos nós, mas o que eu vejo dela na mídia eu gosto.
Sou fã da mãe dela também, muito fã ( o livro 40 anos de glória é uma biografia linda!).
Mas toda essa introdução foi para comentar uma foto que saiu na playboy onde a Cleo Pires aparece com uma tatuagem de renna, a tatoo é de uma frase de Fernando Pessoa.
Curto o poeta e já tinha lido algumas coisas dele, mas a frase em questão só chegou a mim pela foto.
Veja o poema:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Fiquei pensando em todo mundo que eu conheço para quem essa frase serviria como uma luva. Começei a pensar então porque a gente se apega tanto em coisas que não serve mais?
A gente guarda sapato que machuca só porque é bonito, mas se machuca não vamos querer usar porque ninguém gosta de machucado no pé, aquela calça jeans que já caiu de moda mas que lembra o tempo que eu era magra...enfim... é tanta coisa no armário entulhado.
E os amores? Porque as vezes a gente guarda aquele amor que não serve mais? Porque a gente insiste em viver uma vida que já morreu?
Será que a gente espera que um dia ela não machuque mais ou que volte o tempo em que ela servia na gente?
Na maioria das vezes temos a certeza de que nada disso acontecerá. Sabemos exatamente qual seria o mais louvável fim daquilo, mas cadê a coragem pra jogar fora ou dar aquela vida que não te serve mais para que ela seja vivida por outra pessoa?
Não sei se falta praticidade, se a gente tem excesso de apego, ou egoísmo de mais... Ou ainda se é apenas o medo de mudar e começar tudo de novo.
Você já ouviu a história da águia?
Conta que uma águia vive em torno de 70 anos, mas para que isso aconteça à uma certa idade a águia se reclui na montanha mais alta que encontra, e fica ali um tempo. Suas unhas a essa altura estão grandes e curvadas o que dificulta a caça, sus penas não permitem mais voos razantes devido o desgaste, o bico já não é tão afiado. A águia então arranca as próprias penas e unhas, quebra o proprio bico. Ela passa por todo esse sofrimento e depois espera nascer novas penas, novas unhas e um novo bico. Com isso ela se torna jovam e forte mais uma vez e consegue continuar a próxima etapa da vida.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes, velhos hábitos que nos causam dor.
Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que a renovação sempre nos traz.
Deviamos aprender com as águias que tudo doi para se transformar... mas a transformação é necessária para que possamos continuar a viver, uma vida com muita vida.
Que tal limpar os armários da vida hoje? Tem coragem?
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